Notícias da Semana – O Mercado da Carne Bovina

Estamos assistindo uma bonita briga entre os frigoríficos e os produtores nos últimos dias. Os frigoríficos testam preços, menores é claro e, os produtores seguram a matéria prima, no caso o boi ou a vaca gorda no pasto. Nesta semana corrente, só em São Paulo a arroba do boi variava entre R$ 145,00 a R$ 149,00 à vista.

Em outras regiões produtoras, como Mato Grosso do Sul, houve pequena queda da arroba, recuando para R$ 143,00 à vista, com pequenas variações em outras praças do estado, em torno de R$ 140,00 a arroba em Dourados e em Campo Grande (Fonte Informa Economics FNP).

Em Minas Gerais e Goiás, a arroba teve leve queda, chegando a R$ 149,00 no pico, com preço à vista. Na terça-feira o índice CEPEA/ESALQ marcou alta de 0,98% com a arroba a R$ 149,00 à vista. Os contratos futuro recuaram, segundo a BM&F/Bovespa, para maio cedendo para R$ 147,07 e outubro para R$ 152,74. O número mágico se mantém próximo dos R$ 149,00 a arroba. Nada mal para a safra do boi gordo a pasto em muitas regiões.

O máximo de queda no preço em relação ao inicio de maio, conforme o Equivalente Scot Carcaça (www.scotconsultoria.com.br) foi de 2,8%. O índice da Scot Consultoria calcula a receita do frigorífico com a venda de todos os produtos do abate (couro, sebo, miúdos, subprodutos, derivados e carne com osso), calculado em R$ 169,26 a arroba.

A melhor notícia da semana para a cadeia da carne bovina foi a reabertura do mercado chinês para a carne Made in Brazil. Mesmo já entrando na China através de Hong Kong, com o término do embargo devido ao problema do caso atípico da doença da vaca louca brasileira ocorrido em 2012, a entrada da proteína bovina naquele país ocorrerá oficialmente, sem o entreposto asiático.

De imediato 8 unidades brasileiras serão autorizadas para exportação àquela país. Mais 18 terão a habilitação nos próximos meses, totalizando 26 unidades de exportação para a China, gerando em torno de US$ 520 milhões em negócios. Algo respeitável no montante de exportações brasileiras.

Graças ao efeito China, frigoríficos como o JBS teve sua classificação de risco elevada pela Standard & Poors com seu rating global de BB para BB+, com reflexo no valor das ações daquela companhia no Ibovespa, que subiu 3,77%. Este efeito foi positivo também para outras empresas como Marfrig com 2,72% e Minerva indo a 5%.

É o momento da exportação, com câmbio favorável, classificação de risco sanitário controlada, empresas exportadoras habilitadas e a China abrindo oficialmente as portas para a carne bovina brasileira. Mas temos um ano difícil pela frente graças as políticas governamentais e ao pessimismo da população, claro que gerado pela situação econômica.

Porém, os produtores estão melhor preparados, conhecendo o mercado e se capacitando, sobre o seu negócio. O poder de barganha é cada vez maior e os frigoríficos precisam encarar esta nova realidade, afinal o dono do boi e da vaca é o fazendeiro.

Boa semana.

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